quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Festa de família

Resolvi assistir esse filme depois de ler sobre o dogma 95, que achei um movimento bem interessante. Mas pelo fato do diretor, Thomas Vinterberg, ser amigo do Lars Von Trier, eu já fui ver com preconceito, pensando que no mínimo seria tão chato quanto os idiotas. Engano meu, achei o filme muito interessante. Eu diria que é um ótimo exemplo de que se você tiver uma boa história pra contar, é completamente possível fazer um filme de qualidade, mesmo sem muito dinheiro. Muito encorajador.

... Mas se você não quer ver mesmo assim, lá vai a história: É aniversário de sessenta anos do pai de uma mulher que acaba de morrer. Durante a festa, que contava com muitos convidados, algumas das pessoas faziam discursos sobre o aniversariante, ou sobre a filha dele. Um dos discursos foi o de um dos seus filhos, que era irmão gêmeo da falecida. E para espanto geral, ele conta que quando eram crianças, seu pai os estuprava e sua mãe sabia. Todos o acusam de louco e chegam a amarrá-lo junto de uma árvore no bosque, para evitar que ele vá contar mais "mentiras". Acontece que antes de morrer, a mulher escreveu uma carta, dizendo que sonhava todas as noites com seu pai abusando dela e que por não suportar mais, havia se matado. A carta é lida na mesa, diante de todos os convidados. O homem ainda faz um comentário cruel "não tenho culpa de ter tido filhos tão inúteis. Vocês só serviam pra isso mesmo".
O filme termina com ele tendo de se desculpar durante um café da manhã. Eu adorei.

- Se você ficá contando o final do filme pra galera... vo ficá di cara!

Agora, é só contar que já viu esse filme praquela gatinha cinéfila que você tanto queria pegar, hein? ashuahsa

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